A primeira matrícula que eu fiz foi na Anhembi Morumbi, liguei para a faculdade e me informaram que eu teria que ir lá pessoalmente, como tinha um desconto de 50%, peguei meu carro e fui até São Paulo.
O campus ficava no Brás e na correria acabei não olhando no google mapas qual seria o melhor caminho, me perdi umas 3 ou 4 vezes até achar o local.
Entrei na faculdade e estava tocando plush do stone temple pilots no toco, na hora abri um sorriso e pensei "devia ter entrado aqui em 98".
Quando cheguei na secretaria percebi que o negócio era um pouco mais burocrático do que eu pensava, eles pediam alguns documentos que não constavam no site, tinha fila, fiquei pouco mais de uma hora empacado lá e o sorriso desapareceu do rosto rapidinho.
No fim acabou dando certo e ainda recebi um desconto de 20% nas mensalidades por conta do meu desempenho no vestibular
Já na PUC a coisa foi bem mais simples e sem aventuras, bastava separar a documentação e enviar para o endereço designado via sedex 10. Enviei e no dia seguinte recebi uma confirmação por email, muito mais prático e moderno.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Capítulo 4: Opiniões
Quando morei nos EUA, tinha um professor de História que dizia "desculpas são como cus, todos tem uma e todas fedem", talvez possamos adaptar isso para opiniões.
Desde que comecei a contar sobre meus planos e dúvidas a respeito disso, todos sempre tiverem uma opinião muito definida sobre o assunto, e muitas vezes eu nem tinha perguntado nada.
Então temos 3 tipos de pessoa.
1-As que acham que eu devo largar tudo e ir tentar uma vida nova.
Elas defendem sua opinião dizendo "se não der certo, você volta tudo como era"
Acho uma visão bem simplista já que não se constrói uma carreira em alguns meses, caso eu resolva realmente cursar jornalismo, muito provavelmente não vai ser no primeiro ano que eu vou descobrir "nossa, deu super certo, tenho uma carreira legal pela frente e vou conseguir me sustentar".
Mesmo que eu descubra rápido que não vai dar certo, tenho certeza que se eu voltar, as coisas não estarão como eu deixei, terei que me foder um pouco pra chegar onde tudo estava.
2-As pessoas que acham que eu não devo ir.
O argumento principal delas é "você nunca vai ganhar o que está ganhando" e isso muito provavelmente é verdade, não que eu seja ganancioso ou ambicioso ao extremo, mas queria ter dinheiro pra viver confortavelmente e algumas sobras para o futuro.
As pessoas que se enquadram nesse grupo devem me achar um louco só de pensar em fazer algo desse tipo, é um direito deles
3-As pessoas em cima do muro.
Talvez sejam o melhor tipo, porque apóiam sem forçar a barra e falam de não ir também sem colocar o dedo na ferida
De qualquer forma, não importa quais sejam as opiniões, ou o que as pessoas pensem de mim, no final vou ter que decidir sozinho.
Se eu resolver mudar de vida isso aqui continua até sabe-se lá quando, se resolver deixar tudo como está, acaba tudo por aqui
Desde que comecei a contar sobre meus planos e dúvidas a respeito disso, todos sempre tiverem uma opinião muito definida sobre o assunto, e muitas vezes eu nem tinha perguntado nada.
Então temos 3 tipos de pessoa.
1-As que acham que eu devo largar tudo e ir tentar uma vida nova.
Elas defendem sua opinião dizendo "se não der certo, você volta tudo como era"
Acho uma visão bem simplista já que não se constrói uma carreira em alguns meses, caso eu resolva realmente cursar jornalismo, muito provavelmente não vai ser no primeiro ano que eu vou descobrir "nossa, deu super certo, tenho uma carreira legal pela frente e vou conseguir me sustentar".
Mesmo que eu descubra rápido que não vai dar certo, tenho certeza que se eu voltar, as coisas não estarão como eu deixei, terei que me foder um pouco pra chegar onde tudo estava.
2-As pessoas que acham que eu não devo ir.
O argumento principal delas é "você nunca vai ganhar o que está ganhando" e isso muito provavelmente é verdade, não que eu seja ganancioso ou ambicioso ao extremo, mas queria ter dinheiro pra viver confortavelmente e algumas sobras para o futuro.
As pessoas que se enquadram nesse grupo devem me achar um louco só de pensar em fazer algo desse tipo, é um direito deles
3-As pessoas em cima do muro.
Talvez sejam o melhor tipo, porque apóiam sem forçar a barra e falam de não ir também sem colocar o dedo na ferida
De qualquer forma, não importa quais sejam as opiniões, ou o que as pessoas pensem de mim, no final vou ter que decidir sozinho.
Se eu resolver mudar de vida isso aqui continua até sabe-se lá quando, se resolver deixar tudo como está, acaba tudo por aqui
Capítulo 3: Os vestibulares
Acabei escolhendo três faculdades para prestar e entre vários motivos para a escolha o que pesou mais foi:
1-Faculdades em São Paulo:não acredito que dê pra ter uma carreira razoável fora do eixo rio-sp
2-Faculdades que eu conseguisse me inscrever, já que o prazo pra inscrição no vestibular já tinha expirado na maioria das faculdades
Acabei me inscrevendo para as seguintes Universidades:
-Anhembi Morumbi
-PUC
-Cásper Líbero
3.1-Anhembi Morumbi
Minha primeira impressão foi que os jovens de hoje tem a cabeça muito mais formada do que na minha época, você já percebe os estilos diferentes, lembro de ver uma menina com uma camiseta da Twiggy e achar o máximo.
A prova não foi difícil, saí leve e fui ver livros na livraria cultura
Resultado:Quando o resultado saiu, deu que eu não tinha passado e na minha cabeça eu nem me preocupava em cursar ou não, a única coisa que eu pensava era "como eu sou burro". Na verdade tinha sido um erro do site, consegui uma classificação boa inclusive uma bolsa parcial de estudos
3.2-PUC
A impressão é de que era um vestibularzão daqueles que eu prestei quando tinha 17 anos, molecada com garrafa d'água, barrinha de cereais etc.
Demorei acho que 4 horas e meia das 5 possíveis, saí me sentindo muito burro, não lembrava de nada, tinha certeza que não iria passar.
Resultado:surpreendentemente passei
3.3-Cásper Líbero
Fui de metrô fazer a prova, o que foi lindo, era perto da rodoviária e também dava mais uma vez a impressão de vestibularzão.
A prova em si não foi tão difícil, acabei me dando mal porque todos os resumos que eu li não adiantaram nada, errei a maioria das questões sobre os livros porque não tive tempo de ler. A redação acabei me fodendo porque tinha algumas coisas na "carta" que eu devia colocar e não coloquei
Resultado:não passei, e o que é pior, fiquei meio longe na lista de espera, número 168 de 100 vagas. Era a que eu mais queria e provavelmente não vai rolar
1-Faculdades em São Paulo:não acredito que dê pra ter uma carreira razoável fora do eixo rio-sp
2-Faculdades que eu conseguisse me inscrever, já que o prazo pra inscrição no vestibular já tinha expirado na maioria das faculdades
Acabei me inscrevendo para as seguintes Universidades:
-Anhembi Morumbi
-PUC
-Cásper Líbero
3.1-Anhembi Morumbi
Minha primeira impressão foi que os jovens de hoje tem a cabeça muito mais formada do que na minha época, você já percebe os estilos diferentes, lembro de ver uma menina com uma camiseta da Twiggy e achar o máximo.
A prova não foi difícil, saí leve e fui ver livros na livraria cultura
Resultado:Quando o resultado saiu, deu que eu não tinha passado e na minha cabeça eu nem me preocupava em cursar ou não, a única coisa que eu pensava era "como eu sou burro". Na verdade tinha sido um erro do site, consegui uma classificação boa inclusive uma bolsa parcial de estudos
3.2-PUC
A impressão é de que era um vestibularzão daqueles que eu prestei quando tinha 17 anos, molecada com garrafa d'água, barrinha de cereais etc.
Demorei acho que 4 horas e meia das 5 possíveis, saí me sentindo muito burro, não lembrava de nada, tinha certeza que não iria passar.
Resultado:surpreendentemente passei
3.3-Cásper Líbero
Fui de metrô fazer a prova, o que foi lindo, era perto da rodoviária e também dava mais uma vez a impressão de vestibularzão.
A prova em si não foi tão difícil, acabei me dando mal porque todos os resumos que eu li não adiantaram nada, errei a maioria das questões sobre os livros porque não tive tempo de ler. A redação acabei me fodendo porque tinha algumas coisas na "carta" que eu devia colocar e não coloquei
Resultado:não passei, e o que é pior, fiquei meio longe na lista de espera, número 168 de 100 vagas. Era a que eu mais queria e provavelmente não vai rolar
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Capítulo 2:Se esse é o plano B, qual seria o A?
Quando você trabalha por sete anos na mesma coisa, por mais que você não goste do que faz, você acaba ficando bom nisso.
Se você não sabe fazer mais nada, como pode descobrir o que você gosta de fazer?
Tem gente que sonha e quando acorda muda tudo, outros tem um chamado ou um momento de epifania, não é normal mas acontece.
Infelizmente não aconteceu nada disso comigo, o que acontece até hoje é que no sábado eu já começo a pensar "depois de amanhã já é segunda e começa tudo de novo", ou então em um dia de trabalho eu olho no relógio as 17:59 e penso "droga, ainda falta um minuto". Mais do que isso, é a sensação de que depois de sete anos de trabalho, se você morrer ninguém vai notar. É a vontade de levantar e matar seu companheiro de trabalho, e uma série de fatores que fazem seu cotidiano ser uma porcaria e que no fim do dia você não tem vontade de fazer nem as coisas que mais gosta.
Quando chega nesse ponto você tem que tentar algo diferente.
Você deve estar se perguntando "então como você decidiu o que fazer?"
Não foi fácil, e pra falar a verdade ainda não decidi nada, mas tomei uma atitude. Pensei que deveria prestar algum vestibular e caso passasse, uma decisão deveria ser tomada no começo de 2010.
Mas qual vestibular prestar?
Fui por exclusão, não quero trabalhar com nada que involva matemática, física, química ou biologia, tampouco queria trabalhar com moda, decoração ou coisa do tipo.Também não tenho talento ou paciência para ser professor.
Então comecei a pensar que gosto de escrever, fui procurando carreiras em que a pessoa pode ganhar dinheiro escrevendo e cheguei à duas finalistas: Jornalismo, e Rádio e TV.
Sei que foi decretada uma lei de que jornalista não precisa mais de diploma, mas mesmo assim optei por essa carreira, primeiramente por não conhecer muito o background de Rádio e TV, dessa vez eu escolheria uma profissão mais conhecida, que eu não precise gastar meia hora explicando quando alguém me perguntar o que eu faço, e em segundo lugar, sinais. Pode parecer bobagem mas eu acredito que existem sinais, eles estão por toda parte, nem sempre funcionam, como a vez que eu vi um caminhão com porcos na estrada e mesmo assim o palmeiras perdeu o campeonato.
Se você não sabe fazer mais nada, como pode descobrir o que você gosta de fazer?
Tem gente que sonha e quando acorda muda tudo, outros tem um chamado ou um momento de epifania, não é normal mas acontece.
Infelizmente não aconteceu nada disso comigo, o que acontece até hoje é que no sábado eu já começo a pensar "depois de amanhã já é segunda e começa tudo de novo", ou então em um dia de trabalho eu olho no relógio as 17:59 e penso "droga, ainda falta um minuto". Mais do que isso, é a sensação de que depois de sete anos de trabalho, se você morrer ninguém vai notar. É a vontade de levantar e matar seu companheiro de trabalho, e uma série de fatores que fazem seu cotidiano ser uma porcaria e que no fim do dia você não tem vontade de fazer nem as coisas que mais gosta.
Quando chega nesse ponto você tem que tentar algo diferente.
Você deve estar se perguntando "então como você decidiu o que fazer?"
Não foi fácil, e pra falar a verdade ainda não decidi nada, mas tomei uma atitude. Pensei que deveria prestar algum vestibular e caso passasse, uma decisão deveria ser tomada no começo de 2010.
Mas qual vestibular prestar?
Fui por exclusão, não quero trabalhar com nada que involva matemática, física, química ou biologia, tampouco queria trabalhar com moda, decoração ou coisa do tipo.Também não tenho talento ou paciência para ser professor.
Então comecei a pensar que gosto de escrever, fui procurando carreiras em que a pessoa pode ganhar dinheiro escrevendo e cheguei à duas finalistas: Jornalismo, e Rádio e TV.
Sei que foi decretada uma lei de que jornalista não precisa mais de diploma, mas mesmo assim optei por essa carreira, primeiramente por não conhecer muito o background de Rádio e TV, dessa vez eu escolheria uma profissão mais conhecida, que eu não precise gastar meia hora explicando quando alguém me perguntar o que eu faço, e em segundo lugar, sinais. Pode parecer bobagem mas eu acredito que existem sinais, eles estão por toda parte, nem sempre funcionam, como a vez que eu vi um caminhão com porcos na estrada e mesmo assim o palmeiras perdeu o campeonato.
domingo, 22 de novembro de 2009
Capítulo 1:plano B aka the job that ate my brain
Trabalho atualmente em uma fábrica de móveis e existe uma série de coisas que me desagradam no meu emprego.
Em primeiro lugar, a miríade de cores que fabricantes de aglomerado, fórmica, tintas e acessórios inventam só para vender mais um produto.
Entendo que o cliente quer ter opções, mas não é como se eu fosse um Henry Ford "você pode escolher qualquer cor desde que seja preto". Para terem uma idéia do que eu digo, existe mais de quatro tons de cinza, o bege pode ser ovo ou marfim, além de bege claro, ainda tem uma cor que não é nem branco, nem bege, nem cinza, é o argila, que pasmem, não tem cor de argila, é um bege sujo, mais escuro. Isso sem contar os tons madeirados, pra cada madeira existe uma infinidade de escolhas.
Outra coisa que me incomoda é a urgência das pessoas, elas passam mais de um ano construindo um escritório e querem que você fabrique, todo o mobiliário em menos de um mês, pra piorar, a maioria dos fornecedores demora de quinze a vinte dias para te entregar a matéria prima, isso se tudo correr bem, então não sobra mais do que dez dias para fabricar, transportar e montar todo o mobiliário no local
Também não tenho a menor afinidade com meus companheiros de trabalho, não existe happy hour com a turma do escritório ou coisa do tipo, existia antes comemorações de aniversário durante o expediente, mas de tempos pra cá o ambiente tem ficado tão pesado que nem isso existe mais, cada um quer fazer sua parte e ir pra casa.
Meu serviço também é bem mecânico, consiste em emitir pedidos, negociar com fornecedores e conversar com pessoas ao telefone, eu simplesmente odeio falar no telefone.
Pra piorar tudo isso, quando acontece um erro de algum fornecedor é como se você tivesse errado, você ouve frases do tipo "se o fornecedor não presta, troca de fornecedor", muitas vezes o fornecedor presta, todos estão sujeitos a erros
Chego todo dia em casa exausto, parece que eu corri uma maratona, não tenho vontade de fazer nada, no dia seguinte acordo sem a menor disposição de enfrentar tudo isso de novo, alguns dias você acorda de bom humor, mas basta duas horas de trabalho para que a máquina sugue isso de você e mude sua fisionomia
Em primeiro lugar, a miríade de cores que fabricantes de aglomerado, fórmica, tintas e acessórios inventam só para vender mais um produto.
Entendo que o cliente quer ter opções, mas não é como se eu fosse um Henry Ford "você pode escolher qualquer cor desde que seja preto". Para terem uma idéia do que eu digo, existe mais de quatro tons de cinza, o bege pode ser ovo ou marfim, além de bege claro, ainda tem uma cor que não é nem branco, nem bege, nem cinza, é o argila, que pasmem, não tem cor de argila, é um bege sujo, mais escuro. Isso sem contar os tons madeirados, pra cada madeira existe uma infinidade de escolhas.
Outra coisa que me incomoda é a urgência das pessoas, elas passam mais de um ano construindo um escritório e querem que você fabrique, todo o mobiliário em menos de um mês, pra piorar, a maioria dos fornecedores demora de quinze a vinte dias para te entregar a matéria prima, isso se tudo correr bem, então não sobra mais do que dez dias para fabricar, transportar e montar todo o mobiliário no local
Também não tenho a menor afinidade com meus companheiros de trabalho, não existe happy hour com a turma do escritório ou coisa do tipo, existia antes comemorações de aniversário durante o expediente, mas de tempos pra cá o ambiente tem ficado tão pesado que nem isso existe mais, cada um quer fazer sua parte e ir pra casa.
Meu serviço também é bem mecânico, consiste em emitir pedidos, negociar com fornecedores e conversar com pessoas ao telefone, eu simplesmente odeio falar no telefone.
Pra piorar tudo isso, quando acontece um erro de algum fornecedor é como se você tivesse errado, você ouve frases do tipo "se o fornecedor não presta, troca de fornecedor", muitas vezes o fornecedor presta, todos estão sujeitos a erros
Chego todo dia em casa exausto, parece que eu corri uma maratona, não tenho vontade de fazer nada, no dia seguinte acordo sem a menor disposição de enfrentar tudo isso de novo, alguns dias você acorda de bom humor, mas basta duas horas de trabalho para que a máquina sugue isso de você e mude sua fisionomia
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Prefácio:plano A
O plano A é o plano principal, nele miramos alto, muitas vezes ele não é muito realista, portanto sempre usamos ele primeiro, pra caso houver uma falha termos tempo hábil pra acionar o plano B, esse sim mais condizente com nossas capacidades, até um pouco abaixo dela, é um plano realizável, por isso ele vem depois, caso o A não dê certo estamos cobertos.
Depois que meus pais se separaram, tive uma influência muito grande de um tio, ele me ensinou muita coisa, meu avô tinha uma fazenda e quem cuidava era esse tio, ele é um Zootecnista e dos meus 13 até 17 anos vivia bastante com ele, não sei se por homenagem ou influência, acabei cursando faculdade de Zootecnia.
É chato, porque na época em que você mais precisa ter assunto, a faculdade não ajuda muito, a maioria das pessoas nem sabia o que era e não tinham interesse em saber.
Ainda na faculdade descobri que gostava de escrever e isso só foi aumentando.
Quando me formei trabalhei um pouco com o mesmo tio e percebi que nem sempre o que ele fazia estava certo, percebi também que nem sempre eu estava certo e que provavelmente iria viver minha vida inteira na sombra de alguém.
Foi quando meu pai me deu a oportunidade de trabalhar com ele, é uma fábrica de móveis e trabalho até hoje nela, sete anos depois percebi que talvez a maioria das coisas que eu fosse fazer eu iria viver na sombra de alguém, não sou nenhum gênio e também não tenho nenhum talento especial aparente, com um agravante, faço coisas que não me dizem nada e convivendo com muitas pessoas que na maioria das vezes não têm nada em comum comigo.
Foi quando pensei "se não vou ter reconhecimento pelo meu trabalho e nem vou ficar milionário, o certo é que faça algo que eu realmente goste"
Percebem a ironia?
Durante dez anos da minha vida estive usando o plano B e tenho deixado o plano A na gaveta.
Me propus então a ativar o plano A nessa próxima década, e pra isso estou passando e ainda passarei por várias roubadas e coisas engraçadas que vou documentar por aqui
Depois que meus pais se separaram, tive uma influência muito grande de um tio, ele me ensinou muita coisa, meu avô tinha uma fazenda e quem cuidava era esse tio, ele é um Zootecnista e dos meus 13 até 17 anos vivia bastante com ele, não sei se por homenagem ou influência, acabei cursando faculdade de Zootecnia.
É chato, porque na época em que você mais precisa ter assunto, a faculdade não ajuda muito, a maioria das pessoas nem sabia o que era e não tinham interesse em saber.
Ainda na faculdade descobri que gostava de escrever e isso só foi aumentando.
Quando me formei trabalhei um pouco com o mesmo tio e percebi que nem sempre o que ele fazia estava certo, percebi também que nem sempre eu estava certo e que provavelmente iria viver minha vida inteira na sombra de alguém.
Foi quando meu pai me deu a oportunidade de trabalhar com ele, é uma fábrica de móveis e trabalho até hoje nela, sete anos depois percebi que talvez a maioria das coisas que eu fosse fazer eu iria viver na sombra de alguém, não sou nenhum gênio e também não tenho nenhum talento especial aparente, com um agravante, faço coisas que não me dizem nada e convivendo com muitas pessoas que na maioria das vezes não têm nada em comum comigo.
Foi quando pensei "se não vou ter reconhecimento pelo meu trabalho e nem vou ficar milionário, o certo é que faça algo que eu realmente goste"
Percebem a ironia?
Durante dez anos da minha vida estive usando o plano B e tenho deixado o plano A na gaveta.
Me propus então a ativar o plano A nessa próxima década, e pra isso estou passando e ainda passarei por várias roubadas e coisas engraçadas que vou documentar por aqui
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